terça-feira, 27 de novembro de 2012

Palestina busca reconhecimento na ONU


Em meados de setembro, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, disse em um discurso televisionado a partir de Ramallah que iria ao Conselho de Segurança (CS) da ONU para buscar o reconhecimento de um Estado palestino pleno junto à organização. Estados Unidos e Israel se opõem à empreitada. O argumento dos aliados é o de que um Estado palestino precisa ser fruto de negociações. Os palestinos rebatem dizendo que a decisão de ir ao CS obedece prazos. O chamado Quarteto para o Oriente Médio, formado por EUA, União Europeia, Rússia e ONU, se comprometeu a atingir a solução de dois Estados até este mês.

Aos palestinos restariam, então, basicamente duas alternativas. Uma delas seria buscar, no CS, o reconhecimento de um Estado pleno. Mas os EUA, que têm poder de veto no organismo, já disseram que vão barrar a proposta. Na Assembleia-Geral (AG) eles precisam de maioria simples para obter o status de Estado observador. A expectativa de Abbas é que o futuro Estado palestino abrigue a Cisjordânia e Jerusalém oriental, territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, de 1967, e a Faixa de Gaza, da qual o Estado judeu se retirou unilateralmente em 2005. Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursaram diante da AG da ONU no dia 23 de setembro, sexta-feira.

Na abertura da 66ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, a presidente Dilma Rousseff defendeu o reconhecimento do Estado palestino. "O Brasil, assim como a maioria dos países dessa Assembleia, já reconhece o Estado palestino como tal. É chegado o momento de termos a Palestina representada aqui a pleno título", disse.

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