segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Adolf Hitler , o artista

Hitler era diferente do resto das crianças. Tinha uma força interior e era guiado por seu espírito e instintos. Podia desenhar com habilidade quando tinha somente onze anos. Seus primeiros desenhos e aquarelas, à idade de 15 anos, estavam cheias de poesia e sensibilidade. Uma de suas mais notáveis obras de seus primeiros tempos “Fortress Utopia” (Utopia da Fortaleza), nos mostra que também foi um artista de uma pouco comum imaginação. Sua orientação artística teve várias formas. Escreveu poesia desde que era criança. Ditou uma obra inteira à sua irmã Paula, que se surpreendeu por seu orgulho. À idade de 16, em Viena, embarcou-se na criação de uma ópera. Inclusive desenhou o cenário, assim como o vestuário: e, sem dúvida, os protagonistas eram heróis wagnerianos. Mais que um artista, Hitler foi, acima de tudo, um arquiteto.
 
Centenas de suas obras são notáveis, tanto pela pintura como por sua arquitetura. Podia descrever de memória e com todo detalhe a cúpula de uma igreja ou as complexas curvas do ferro forjado. Foi, sem dúvida, seu sonho de se converter em um arquiteto o que lhe levou à Viena nos princípios do século. Quando alguém vê as centenas de desenhos, esboços e pinturas que criou em dita época, assim como seu domínio das figuras tridimensionais, parece-lhes surpreendente que os examinadores da Academia de Arte lhe rejeitassem por duas vezes consecutivas. O historiador alemão Werner Maser, que não foi precisamente um amigo de Hitler, criticou seus examinadores: “Todos seus trabalhos revelavam um extraordinário conhecimento e domínio da arquitetura. O construtor do Terceiro Império deu motivos para que a Academia de Artes estivesse envergonhada”.

Quem foi Hitler? Primeiro e antes de tudo foi um artista. Um artista desconhecido que nos seria apresentado como um mal pintor de edifícios, quando na realidade, certos quadros seus, sobretudo aqueles que pintou durante a I Guerra Mundial, na frente de Flandes e na frente francesa, são obras de arte de equilíbrio de idéias de serenidade, de luminosidade (e nitidez) de cores. Não há grandes homens que não sejam primeiro e antes de tudo, grandes artistas. Toda obra, seja ou não política, que não realce o esplendor da beleza, não é mais que uma árvore sem raízes, prestes a ser arrojado pelo próximo vendaval.

Artista, Hitler encontra no fundo de si mesmo (já que ninguém lhe ajudará) as grandes forças nutritivas que a beleza necessita. Quando o homem está “possuído” pela beleza, que energias, forças e vigores não alimentarão sua fé? Então já nada lhe resistirá. Em só dez anos, um povo inteiro se entregou de corpo e alma à Hitler.

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