terça-feira, 21 de maio de 2013

O Homem e os Animais

Se em qualquer debate televisivo se põe em cima da mesa o tema das relações do homem com os animais, sempre sairão a debate os mesmos temas, uma série de “clássicos” onde se pode estar falando horas e não chegar jamais a nenhum acordo.

Os Touros, a Caça, a Vivisseção, as Peles, o Matadouro, algumas “festas” baseadas na brutalidade com os animais, etc...

Vi várias destas discussões e não faz sentido repetir os debates, pois o problema é que nestes programas jamais se vai ao centro do problema, mas sim que se perde o tempo na parte “jornalística”.



A BASE DO PROBLEMA

De todos estes casos de crueldade objetiva do homem para com os animais o problema é sempre compreender o núcleo do tema, e não se perder nos ramos.

Não acredito que ninguém negue que os touros são uma crueldade, inclusive os toureiros aceitam que se atormente o touro em alguns momentos. Ninguém dirá que não é lamentável ver como morre numa armadilha um animal para lhe tirar sua pele, nenhuma criança, nem muitos adultos, deixariam de chorar se visse como torturam alguns médicos os animais de experiências, e nenhuma escola programa visitas de seus alunos para ver um matadouro “industrial” de ovelhas, pois criariam um trauma nas pobres crianças. Nem acredito que ver um cervo ferido de bala seja um espetáculo agradável e de êxtase para pessoas sensíveis.

Não, o problema não está em discutir se é cruel ou não cada um destes temas. É pura hipocrisia que um toureiro diga que o touro está contente de ser “picado” (ferir o touro com espora)... Nem que o caçador fale de seu esporte para justificar o momento dramático da morte do animal, ou que o cervo, coelho ou inclusive o javali podem “se defender” contra escopetas automáticas, com balas especiais se for preciso. Não, as desculpas sobram. O problema é outro, e ninguém aborda este problema pela raiz. Há muitas desculpas dos fabricantes de peles, dos toureiros ou caçadores, das empresas farmacêuticas ou das indústrias matadouros.


O tema é entender se a crueldade para com os animais pode ser aceita em interesses de fins mais ou menos justificáveis.

Milhões de “pessoas” pelariam vivo um cervo se pudessem com isso ganhar um carro de presente. Este é o problema.

Não vamos às desculpas, vamos direto ao problema. A atormentação do touro é um espetáculo mítico, sangrento como eram os sacrifícios humanos maias, e matar, matar o cervo ou o pato, ou o que seja, é uma sensação de “poder”, que sente como inato em “algo” interior do caçador. Muitos, muitíssimos, “triturariam” pessoalmente com uma gilete de barbear seu pobre cachorro, depois de 10 anos de tê-lo em casa, se com isso pudessem provar um remédio que lhes salvasse a vida. Dizia o sábio que “o homem é lobo para o homem”... Pobre sábio, que pouco conhecia os lobos e os homens. O homem é uma besta cruel e insensível, capaz do que não faria nenhum lobo louco.

Os desejos da massa não aceitam barreiras, qualquer crueldade é nada se se permite conseguir seus desejos.

O aspecto ou lado selvagem e egoísta do homem é de alguma forma a base justificativa de todos estes temas. Não pretendemos “convencer” do “cruel” que é o toureio, isso já o sabem, há que convencer as pessoas de deixar de ser cruel, embora isto CUSTE um sacrifício em seus “gostos”. Este é o desafio do futuro.

Não se trata tanto de proibir ou limitar a caça ou o toureio (embora estaria de acordo com isso) mas de conseguir com que as pessoas não desejem “olhar” uma corrida de touros nem seja capaz de assassinar um animal por prazer.

Enquanto tenha gente capaz disso, o problema continuará sendo discutido, e desculpas há mil.

Sempre haverá quem seja insensível à dor do animal, e do humano, não se poderá evitar que exista “o caçador” e o “toureiro”, isso está na própria natureza de alguns homens.

Nem se poderá evitar que por pura vaidade algumas mulheres (e homens) gostem de usar peles de animais em jaquetas, como exemplo.

Mas se se pode conseguir que estes sejam uma minoria, sejam o detrito que sempre existirá numa sociedade, em vez de ser “o normal”.

Recordo um acontecimento engraçado de minha avó, que em uma viagem sua à Alemanha Nacional Socialista comentava para mim como se ficou impressionada ao ver como um grupo de mulheres jovens da organização feminina NS repreendiam outra mulher por estar extremamente “colorida” e maquiada. Não a agrediram nem a insultaram, só iam por atrás dela denunciando sua falta de estilo e a mal impressão que fazia para uma juventude sã e natural. Minha avó me dizia que isso fazia muito mais propaganda que todas as proibições juntas.

O dia que teus filhos te olhem horrorizados quando voltes para casa com um animal de caça ensangüentado, quando as pessoas se neguem a dar a mão à um toureiro, quando se compadeçam dos pobres animais que deram sua pele por teu casaco, o dia que ninguém quiser ser açougueiro sem umas medidas estritas de piedade para com os animais, esse dia estaremos perto de um mundo Nacional Socialista.

Não propomos proibições massivas, não queremos criminalizar estes temas, nem procuramos entrar em polêmicas sobre sua necessidade, não as discutimos, não lutamos contra os toureiros ou os caçadores, nem os peleiros ou os açougueiros, não somos seus inimigos. Só queremos que sejam mais humanos, e eles mesmos deixem de apoiar essa tortura e essa dor. Um toureiro disse há pouco tempo: “Sou toureiro porque é a única coisa que podia fazer para ganhar dinheiro de verdade com meus conhecimentos”. Nós entendemos as “necessidades” que existem, e sabemos que a caça é um prazer, usar peles é desejável para se “sobressair”, entendemos que gostem de ver um homem se entreter com o touro, e que os remédios há que os provar antes de serem usados no meio humano.... Não duvidamos das razões de cada grupo, mas pretendemos que do outro lado da balança se ponha o amor aos animais. Hoje em dia não se faz nada para com eles, o animal não é NADA, não têm direito nem tem valor, isto é o erro que queremos arrumar.

No dia em que o amor para com os animais tenha valor e seja uma “necessidade”, veremos que há soluções para cada um destes temas. Uma vez vista a base do problema vejamos cada caso com um pouco mais de detalhe.



OS TOUROS

Já 1000 anos antes de Cristo se entretiam com o touro em Creta. Vi os campos de Mykonos. A força do touro sagrado, animal belo onde os tenha, e a agilidade humana, o risco e a luta.

Mas em tudo Mykonos não verás uma só cena de atormentação animal. Se entretiam, não atormentavam. E em todo caso é evidente que o “belo” dos touros é o entretenimento, a arte de enganar o touro, não sua atormentação.

Ninguém dirá que vai ver touros para ver como se lhe “pica”, como brutalmente se lhe faz sangrar e se lhe machuca. Não, se vai ver os touros para ver como lhe “toureiam”, como o cowboy é capaz, a cavalo, de passar a milímetros do chifre do touro, como o toureiro engana com risco de vida o touro.

Vários intelectuais NR como Benoist, Montherland e J.L. Ontiveros, apoiaram esse entretenimento “bárbaro”, esse risco que nos aparta da vida cômoda e “segura” da burguesia demo-liberal, onde tudo o que é perigo e entretenimento para valentes se despreza.

O tema é equilibrar esta “necessidade” com o amor aos animais, voltar ao estado original do jogo, que agora é um escárnio decadente. Se entreter com o touro, não o atormentar. Tudo o que há de atormentação no toureio é PRECISAMENTE para eliminar o risco e a valentia. Tudo o que há de belo se pode fazer sem atormentar. Nos campos monóicos (de Minos, antigo nome de Creta) se vê um atleta saltar entre os chifres do touro, um touro inteiro, sem lhe picar. Em Portugal ainda se entretem sem picá-lo. Pôr bandarilhas não causaria dano especial em um touro e é realmente uma arte de risco e beleza. É bonito ver como um homem só, sem nada, é capaz de pôr um pau no lombo de um touro de 600 Quilos... Sem necessidade de que tenha uma “arma cortante” e torturante. Não se trata de lhe machucar mas de conseguir por nele (e apenas este ato de tentar por e o touro não querer deixar já é um divertimento grandioso).

Claro que sem o ato de atormentar não se poderá “entreter” de tão perto como agora. Hoje em dia se atormenta o touro com tal brutalidade que fica absolutamente fatigado, fica aturdido e exausto. Não há entretenimento, há DESPREZO e ABUSO. O toureiro não é valente, é um canalha, ainda mais se para poder dar “olés” precisa antes ensangüentar e “dar uma piza” no touro dessa forma. Onde esta o entretenimento e o valor? É um abuso e uma desprezo para com o animal, dolorido, espantado, (e agora) ensangüentado.

Se “martiriza” o touro para poder dar mais “espetáculo”!!! Isto é o que não querem dizer os toureiros. Se VENDE o espetáculo. O toureio já não é uma arte, é um NEGÓCIO, um lixo vendido à custa da tortura. Graças a torturar sem piedade o belo animal se consegue depois proporcionar o espetáculo SEM quase perigo, aproximar-se, fazer o que se queira, pois o touro está meio moribundo. E matá-lo, para que? Digamos-lo claramente, se mata o touro porque já está meio morto. Na realidade, se liquida o touro. Fazem um favor ao acabar com sua dor. Em Mykonos não vereis uma só cena de morte de touro. Pois não há necessidade de matar o touro, sua morte é um presente à gentinha. Não há entretenimento já. O chamado “destino” de matar é gratuito. Só se pode fazer graças ao estado de esgotamento total do touro. O que há, pois, de natural e de belo em algo conseguido pela dopagem do oposto? E se se drogasse o touro seria o mesmo. Que beleza tem a luta de um homem contra um animal drogado e esgotado?

Mas o toureio não é uma arte, nem um entretenimento, é um negócio que vende brutalidade para as massas sem sensibilidade. Exigimos a volta do entretenimento e da beleza do risco, sem torturar o animal.



OS ESPETÁCULOS COM ANIMAIS

Embora os touros sejam o caso mais sangrento e popular do uso dos animais como “espetáculo”, nem são o único nem inclusive são o mais selvagem.

Para começar vamos nos limitar a tratar do tema nos paises arianos, onde existe uma verdadeira tradição e legislação protetora dos animais. No terceiro mundo as selvajarias são já totais, e nos parece supérfluo tentar comentá-las.

No Ocidente há anos já estão proibidas, e têm realmente desaparecido, as brigas entre cachorros, galos e outros animais, como método de promover apostas.

De todas as formas, apesar destes progressos, resta uma pequena quantidade de “festas” populares baseadas em atos de crueldade para com os animais. Especialmente na Espanha, Grécia, Portugal, os nos paises Orientais, enfim naqueles onde a sensibilidade pelos animais é menor.

Uma festa consistente em atirar uma cabra por uma torre, ou em pôr um pato pendurado pelo pescoço e arrancar-lhe o pescoço com puxar as patas, parece que sejam coisas de outro mundo, mas não o são.

A Massa é brutal, e quando se reúne em anonimato é inclusive criminoso. O álcool e a brutalidade anônima faz com que existam ainda tradições próprias da época em que torturar os prisioneiros era legal.
 
Uma vez visitei uma exposição de aparelhos de tortura criados pelo homem. Era apavorante. Vi as pessoas chorarem ao pensar que alguém havia podido utilizá-las. Não nos deve, pois, estranhar que com os animais se tenham realizado coisas ainda piores... Ou ao menos iguais.

Apoiamos CONTRA as festas populares com participação dos animais, recordo das épocas onde os animais da fazenda eram parte da comunidade, base da subsistência mas também da vida diária. Sabemos que é impopular proibir uma festa tradicional que seja cruel. É muito melhor tentar eliminar o caráter anônimo da massa, ou seja, obrigar as pessoas a agirem de forma individual. Se os patos a utilizar fossem deixados antes com as crianças da cidade para seu cuidado, seguramente estes se negariam depois que lhes torturassem na festa da cidade. Se a cabra fosse de uma família, esta não aceitaria possivelmente arrojá-la pela torre depois. A convivência com os animais gera amor, o “uso” materialista de animais “comprados” cria um sentido de “coisa”.



A CAÇA

Talvez o instinto mais antigo do homem é o da caça. Essa perseguição à presa, sua busca e captura é algo que levamos inato. Sair para caçar é uma emoção, a beleza do campo, caminhar, a adrenalina da perseguição... E a mística das armas.

Os caçadores acreditam que não entendemos tudo isto ao qual e por isso nos opomos ao sistema de caça atual. Claro que sabemos que a caça tem uma base natural e atraente.

O homem caçava por necessidade, caçava para se alimentar. Depois o fez por prazer. E uma parte do prazer é a dificuldade. Caçar um leão com lança é uma ação de valor. Caçar uma cabra silvestre com rifle telescópico é uma estupidez.

Hoje em dia a caça massiva não tem valor nem ética alguma, os animais são normalmente criados para serem caçados, as armas do caçador estão absolutamente desproporcionadas ao animal procurado, não há risco nem valor algum. É só um massacre que IMITA o que deve ser a caça de risco.

Matar um javali com lança pode ser uma luta razoável, mas não é o que se faz agora. Portanto, a caça perdeu todo o caráter de confronto, também não é uma necessidade de alimentação, de sobrevivência... O que resta então? Resta só o “prazer de matar”, o jogo de pique-esconde e a má intenção de matar um animal absolutamente indefeso.

A única defesa do caçador é o risco, o “jogo”... Mas as armas modernas e a massividade dos caçadores eliminaram toda a “graça”, deixando só a parte triste e cruel do assassinato.

O único prazer que resta ao caçador, fora sua sede de sangue, é a BUSCA, ou seja, conseguir dar de cara com a caça. Isto pode se fazer na caça fotográfica perfeitamente. A caça com arma não faz sentido com a desigualdade atual, não tem mérito nem incrementa nada. Estamos a favor da caça fotográfica, que dá a única coisa positiva da caça atual: a necessidade de caminhar e conhecer o campo.

Se se quer matar, que se vá com arco ou lança, que dê com a escopeta um só tiro e que seja de curto alcance, que se volte a dar risco e possibilidades ao confronto. Não gosto de matar nenhum animal, mas se há luta, se há certo equilíbrio, se o animal tem sua oportunidade real, e o caçador seu risco real, a luta pode ser digna. Agora é indigno. Os cavaleiros não atacavam um homem desarmado e cego. Um caçador não deveria aceitar a caça sem um equilíbrio digno.

Independentemente disto, matar um animal nunca deveria ser um objetivo de distração. Mas se o é, ao menos que seja com as regras dos cavaleiros: a luta só vale a pena se é equilibrada.

Para cúmulo a massificação atual provoca um novo conceito de caça: a caça de “lugares privados cultivados”. As caças são criadas para serem caçadas, e o caçador paga por isso. Milhares de caçadores numa espécie de tiro ao alvo vivo. Onde está o caráter, o risco ou o equilíbrio?... O risco é um balaço de outro caçador. E o caráter o mesmo que ir comprar no mercado, mas matando pessoalmente tua própria caça. Algo similar com o “tiro às perdizes”, mas disfarçando um pouco o artificial do tema. Francamente há que diminuir esta mentalidade “objeto de sacrifício” do animal, visto como um mero alvo, e fazer entender que são seres vivos, com direitos e com sensibilidade... Às vezes mais que a de seus matadores.

Não falo de proibir a caça totalmente, mas sim de ir acabando com sua prática materialista e “cidadã”, apoiando a caça fotográfica, reduzindo sua massificação.


 A EXPERIÊNCIA EM ANIMAIS

Inclusive a sociedade moderna está tomando medidas legais para regulamentar o uso de animais nas experiências médicas. Durante decênios se cometeram atrocidades de tal calibre que sua descrição é insuportável para uma pessoa sensível. Os horrores que sofreram os animais são tais que um dia o homem teria de pedir perdão oficialmente por esse abuso repulsivo realizado. Torturas que não se atreveriam a aplicar nem os piores “açougueiros” da humanidade, nem os mais refinados sanguinários, aplicaram por parte de “civilizados cientistas”.

Isto parece que vai terminar, pois a própria sociedade materialista reconheceu em parte seu horror.

Mas o problema profundo se mantém. O uso massivo de animais para a experiência.

O tema é claro e aborda definitivamente o problema do “uso” dos animais e suas limitações.

Enquanto que no caso da caça, dos touros ou das peles, não há NECESSIDADE desse “uso”, mas é uma mera “distração” à custa dos animais, na experiência e no uso industrial do gado, nos enfrentamos com uma idéia de necessidade, de uso por obrigação.

O tema é que o homem é por natureza dominante, e como tal domina a Natureza enquanto pode. Pretender o contrário é antinatural, é tão artificial como a tortura dos animais. As utopias são sempre antinaturais.

O problema é, pois, de “peso e medida”. Ou seja, de “precisar” e “igualar”. Há enfrentados dois “direitos”: o do homem de satisfazer suas necessidades, e o da Natureza a ser amada e não ser violentada gratuitamente. Quando dois direitos se enfrentam, todas as constituições dão uma só solução: valorizar cada detalhe, “igualar” os direitos e suas ações de forma que se julgue equitativamente para ambos os direitos, sem que nenhum dos dois domine abusivamente o outro.

Ponhamos um exemplo humano: se para curar o câncer um doutor pedisse 500 homens aos quais irá torturar, mas com o qual seguramente se teria a solução do câncer. Alguém aceitaria a dar? Mas se pedisse para torturar horrivelmente 500 cães, os dariam? Outro: se seqüestram a tua família e te dizem os seqüestradores que deves decidir dentre teus 3 filhos aos quais dois queres que matem, pois se não decides matarão os três. Decidirias por dois deles?

Torturarias uns prisioneiros para conseguir dados que salvem teus companheiros?

Este tipo de dilema é mais antigo que a própria filosofia.

A questão é que não se pode aceitar dialogar com a imoralidade. Não podes aceitar a imposição dos seqüestradores, tu não podes escolher dois filhos para morrer para salvar o outro. Não é ético. Não podes dialogar em justiça com a brutalidade. Tens de aceitar o destino cruel e injusto mas não participar de sua crueldade e injustiça.

Teu podes pressionar até um certo ponto, mas não podes esquecer os direitos éticos. Tudo tem um limite. E o limite não é tudo ou nada, há regras. Podes tentar pactuar, equilibrar, mas não abusar. Podes tentar pressionar o prisioneiro, inclusive com certo rigor, mas não podes cair em pedir ao sanguinário experiente para que o destroce cientificamente.

Pois este mesmo sistema há que o aplicar aos temas que tratamos. Os animais têm direitos. E o homem também. Há que saber equilibrá-los. Se a experiência tem de ser feita OBRIGATORIAMENTE com animais (coisa muito discutível em muitos casos), nem não há outras saídas, e o tema é suficientemente importante, é possível consentir em sacrificar com os maiores controles possíveis alguns animais. Mas sempre lamentando-o, procurando que não sofram, compreendendo que é um fato lamentável e doloroso, que deve se reduzir a zero se for possível.

Mas se se exige uma tortura cruel e infame, não se possível aceitá-la por muita utilidade que se possa obter. Não podemos salvar ninguém com sangue cruel de outras vítimas inocentes.

Tudo há que o analisar. É diferente fazer experiências com ratos ou moscas que com cachorros, pois sua sensibilidade é absolutamente diferente. É diferente fazer experiências sem dor que com dor, é diferente fazê-lo por uma causa realmente necessária que para provar um perfume ou um desodorante novo. Tudo há que o analisar, e procurar ser cuidadoso com a dor. As necessidades do homem são, em grande parte, supérfluas, a dor dos animais é sempre usado com excesso de tranqüilidade.



A PECUÁRIA INDUSTRIAL

Desde sempre o homem comeu animais, e desde sempre os animais se devoraram entre eles. Não há, pois, que se escandalizar por algo que é natural e congênito em cada espécie.

E, entretanto, esse estado natural do homem como onívoro, comedor de carne, é algo que algumas pessoas, e muitos Nacional Socialistas entre elas, o propõem como algo não necessariamente desejável.

Na Cedade uma boa parte da direção política era vegetariana, como o era Hitler ou o mesmo Wagner. Qual é, pois, o problema?

Dentro dessa concepção espiritual do homem, a não participação no uso de animais para a alimentação, que chamaremos de Vegetarianismo Ético (por motivos éticos, contra o vegetarianismo sanitário, por motivos de saúde) foi sempre um passo excepcional de algumas poucas pessoas de vontade superior e de espírito sensível.

Para a maioria absoluta do povo comer carne é algo natural. O vegetarianismo ético é para essa maioria uma atitude pusilânime, sem fundamento, e em todo caso extravagante. Não é de estranhar, por outro lado, pois a massa não pode normalmente entender as atitudes idealistas extremas, ao não ter uma mentalidade capaz de valorizar os preceitos éticos em suas últimas conseqüências. A religião e a ética popular é sempre uma versão “suave”, “permissiva” e “rebaixada”, dos conceitos morais puros. O que é medíocre para um santo, é perfeito para uma pessoa normal. A santidade é uma loucura, uma extravagância. Os conceitos éticos são um luxo para a mentalidade vulgar.

Por isso há que entender o tema em sua “normalidade”, deixando de lado as eminências especiais.

O natural é que a gente quer e pode comer carne. Não se trata, pois, de querer uma sociedade vegetariana, não é este o objetivo do nacional socialismo.

O que acontece é que sim é objetivo do NS conseguir uma sociedade que conceda direitos e respeito ao mundo animal, e em geral ao Ecossistema. E dentro deste “ambiente” de amor à Natureza a “indústria” da matança de animais deveria ser analisada a fundo.

Não se trata de eliminar a pecuária mas de modelar-la ao novo espírito do apreço e do respeito. Temos de comer animais, mas num equilíbrio de respeito e necessidade. Uma vez mais o problema é de equilíbrio de direitos.

O maltrato e o abuso do gado, considerado como “meras coisas” pela mentalidade atual, deve mudar radicalmente. Os matadouros devem evitar o sofrimento dos animais, o transporte de animais deve cumprir as leis (atualmente em Catalunha (e isto serve para qualquer canto do mundo) há uma lei magnífica a respeito, mas não se cumpre nunca).

Além disso, há uma série de “produtos” da indústria alimentícia que deveriam ser analisados. Por exemplo, o método de criação do foie-grass (fígado de um pato/ganso que foi super-alimentado, utilizado principalmente na culinária francesa), a base de patos torturados para produzir fígados enfermos, é autenticamente antiético. Os produtos que exigem um tratamento doloroso e torturante devem desaparecer.

Enquanto isso, o vegetarianismo ético é uma opção pessoal, que reflete um compromisso para com o mundo animal. Uma opção que compartilhamos mas que não pretendemos impor nem promover fora desse ambiente pessoal, precisamente porque o NS não é uma doutrina de utopias mas de realidades.



OS ANIMAIS DE COMPANHIA

Em quase todos os lares existem animais integrados na vida familiar. O conceito de animal de companhia provém de sua integração na cidade.

A cidade não é feita para os animais, e na Espanha menos ainda. Com o qual só restaram os chamados animais de companhia, além de alguns pássaros e milhões de ratos.

Um cachorro anima uma casa, acostuma as crianças a amar aos animais, é sem dúvida um grande amigo. Mas cria diversos problemas com a vizinhança: os ruídos e os resíduos.

A cidade não protesta pelos milhares de ruídos que provoca a própria civilização, não se queixa das milhares de toneladas de merda que produz a mesma cidade, as indústrias, os carros, etc... Mas se queixa dos resíduos de seus cachorros. Claro está que há que controlar esta questão-chave, mas isto seria bem mais fácil se a cidade estivesse adequada para a vida animal. Um meio-ambiente sem parques, ou com áreas verdes mínimas, asfalto e a mentalidade de ser “tudo” para o homem, torna difícil o equilíbrio, mas é sem dúvida possível com um pouco de boa vontade.

A reconversão das atuais cidades em “lugares humanos” não é um tema que se possa abordar em poucas linhas. É sem dúvida um desses Planejamentos monstros que um Povo deve abordar a longo prazo. As áreas sem carros deverão ser muito maiores, o uso de transporte público obrigatório, a reconversão de áreas asfaltadas em áreas verdes, a limpeza e a criação de grupos de trabalho para a beleza na cidade por comitês de bairro,... Tudo isso é impossível sem uma demografia razoável nas cidades, eliminar a imigração para as cidades e (instigar) um decrescimento de sua população, assim como uma radical socialização do solo. Enfim, a cidade cosmopolita que está se desenvolvendo agora é um monstro desproporcional à medida do homus economicus atual, e será preciso redesenhá-la totalmente num Planejamento gigantesco de reconstrução do mundo, se conseguíssemos eliminar o poder do dinheiro e a finança.

Só neste contexto é possível desenhar uma cidade que compreenda o cachorro como um “cidadão” a mais, não como uma fantasia ou um estorvo.



O NACIONAL SOCIALISMO NESTES TEMAS

Este texto não é uma fantasia, mas uma parte fundamental de nossa revolução NS. O amor aos animais e à Natureza não é um ponto tático, nem algo que se faça para ganhar popularidade, mas o contrário: possivelmente algumas das medidas necessárias se chocarão com o egoísmo das pessoas que querem continuar “usando” os animais para seus gostos, sem barreiras.

Dentro desse silêncio total que existe sobre os aspectos positivos do NS histórico, ninguém nunca recordará na imprensa que as primeiras leis do mundo (!!!!!) em defesa dos animais, contra a caça e a experiência com animais ou contra os espetáculos cruéis, as promulgou Hitler muito pouco depois de chegar ao poder.

O Nacional Socialismo histórico foi um regime absolutamente favorável aos animais, em grande parte pela posição pessoal radical de Hitler neste tema. Hitler foi um apaixonado pelos animais, vegetariano ético, apaixonado por seus cachorros, amante de todo tipo de animais, foi um decidido promovedor de leis limitativas de qualquer atividade cruel para com os animais. Walter Darré, Ministro da Agricultura, foi o primeiro grande ambientalista pleno da História política, um homem que lutou por tornar realidade um povo unido no meio natural. Em nossos ambientes as posições são, por outro lado, mais neutras. Uma enorme maioria dos grupos e revistas de ideologia similar NÃO tratam jamais o tema dos animais, parece que não lhes preocupe isto. No número da Hespérides sobre Ecologia não se fala dos animais e sua relação com o homem. A Ecologia se comenta como uma “ciência”, como uma filosofia, mas se esquece sua realidade imediata.

E uma parte inclusive defende o tema taurino por seu “envolvimento espanholista”, seu elemento de “barbárie” contra a Europa. Podemos dizer que esse estilo de amor aos animais não se soube refletir em muitos grupos NS e NR, que não se preocupam nada do tema e inclusive consideram “fraqueza ou desalento” esse espírito de amor profundo ao mundo animal.

A CEDADE foi neste tema uma exceção maravilhosa, pois o amor aos animais foi ali uma obrigação e uma obsessão. Se editaram livros sobre este tema, se publicava com freqüência na revista temas à favor dos amigos irracionais, todos os seus líderes mostravam um amor e respeito total por eles. Um ato de crueldade contra os animais teria significado a expulsão fulminante da CEDADE.

Esperamos dos novos grupos NS esse caráter, esse respeito e amor pela Natureza e dentro dela os animais. Um amor não só de palavra mas de fatos.

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